Estudo revela mudança no perfil dos ingressantes da FEA-USP

Andres Rodriguez Veloso comenta que, dentre os 509 alunos ingressantes entrevistados, quase 20% estão na soma das classes C, D e E e 24% se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas

*conteúdo retirado do Jornal da USP, publicado em 13/08/2021.

Há uma mudança muito grande no perfil dos ingressantes na FEA, principalmente com relação a questões socioeconômicas e de cor/raça –  Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP – Foto: FEA-USP

Um estudo da DataFEA confirma a mudança do perfil dos alunos ingressantes em 2021 na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, quatro anos após a introdução de cotas sociais para ingresso. Andres Rodriguez Veloso, professor do Departamento de Administração e presidente da Comissão de Graduação da FEA-USP, coordenou o estudo e comenta ao Jornal da USP no Ar 1° Edição sobre as mudanças nos perfis dos ingressantes da faculdade. O DataFEA foi idealizado por Andres Rodriguez Veloso e pela professora Tatiana Albanez. “É uma iniciativa que surgiu no contexto da Comissão de Graduação da FEA-USP para acompanhar o ingresso dos alunos e as mudanças de perfis deles”, comenta.

De acordo com Veloso, há uma mudança muito grande no perfil dos ingressantes na FEA, principalmente com relação a questões socioeconômicas e de cor/raça, que alteram as necessidades de permanência e acolhimento desse público na Universidade. “A FEA tem um universo de 590 ingressantes e a gente conseguiu 509 respostas, o que fica bem próximo do número total”, explica. Dentre os dados recolhidos, Veloso diz que 70% do quadro discente são homens e 30%, mulheres. “Outro dado interessante captado durante o período de ingresso foi a faculdade ter mais de 50 alunos menores de idade, o que nos traz a reflexão de que mais jovens estão ingressando na faculdade”, complementa.

Em relação à situação socioecônomica, a pesquisa utilizou o método Critério Brasil, desenvolvido pelo vice-diretor da FEA, José Afonso Mazzon. “É um questionário que indica qual é a classe social do respondente”, explica. Ele ainda ressalta que os resultados obtidos através do questionário ainda indicam uma preponderância da classe A, mas que a distribuição entre as outras se equilibra e se aproxima do cenário socioeconômico de São Paulo. “Somadas as classes C, D e E, a gente tem quase 20% dos alunos com esse perfil. Já a classe B apresenta uma maioria discente de quase 50% dos ingressantes, enquanto os perfis inseridos na classe A juntam os 34% restantes”, ressalta. Para Veloso, a representatividade da classe A na FEA ainda é muito desproporcional em relação à realidade de São Paulo, que está perto de 8% da população.

Acompanhado dos dados da situação socioeconômica dos alunos, também há o de ingressantes por cotas raciais. “A gente também teve uma entrada de 24% de alunos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas”, ressalta. Veloso ainda reforça a importância do apoio da Universidade para esses alunos mais vulneráveis. “A partir da compreensão desses dados do DataFEA, a gente iniciou várias campanhas dentro da unidade para incentivar os professores a solicitarem bolsas PEG e PUB para dar apoio a esse alunos”, ressalta. Ainda inserido no isolamento social provocado pela pandemia, o estudo também se preocupou em mapear as necessidades tecnológicas desses ingressantes e contou com apoio da Pró-Reitoria de Graduação na distribuição de kits internet para que esses alunos da FEA começassem o curso on-line.

Confira o estudo completo aqui.

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